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quinta-feira, 9 de junho de 2011

In Forest We Trust


Após o maravilhoso workshop de Co-criação com a natureza no dia 04/06 no Jardim Botânico de Porto Alegre, convidamos Judy McAllister para nos acompanhar até uma das árvores mais antigas do RS (e quiçá uma das mais antigas do Brasil), uma araucária de cerca de mil anos que vive em paz, preservada em Nova Petropólis.
A viagem até Nova Petrópolis em um dia frio e ensolarado de outono (com jeito de inverno) foi muito agradável e a própria paisagem do caminho já nos preparava o espírito para a experiência que iriamos viver em instantes.
Ao chegarmos na cidade avançamos até o ponto onde temos acesso a grande árvore.
Dizem que ela se situa na divisa das terras de duas propriedades e que, por bondade de seus donos, foi criado um corredor verde que permite o acesso da população à esse tesouro natural.
Para acessar, é necessário pegar uma estradinha de chão que vai nos afastando dos ruídos da cidade e da estrada principal.
Ao estacionarmos, em um local preparado para receber os turistas, a energia já se encontra totalmente mudada.
Os animais que pertencem as propriedades vizinhas são nossos primeiros anfitriões que nos recebem com curiosidade e respeito. Impossível não retribuir o sentimento!
A partir daí existe uma trilha curta com saibro que nos leva até a majestosa araucária.
Ao nos aproximarmos a sensação é a mesma de entrar em uma imensa catedral.
A imponente presença da árvore multissecular nos impõe um respeito silencioso e amoroso.
Uma poderosa sensação de contentamento nos envolveu a todos e o sorriso veio fácil aos nossos lábios. Permanecemos assim, em silêncio respeitoso e em estado de uma sublime felicidade.
Essa felicidade irradiava da árvore que parecia demonstrar sua satisfação com a visita.
Cada um de nós três, a sua maneira, estabeleceu sua conexão e permanecemos em agradável meditação.
Eis que ouvimos ruídos cada vez mais próximos.
Um grupo com dois casais de turistas se aproximou ruidosamente, rindo e brincando.
Um dos rapazes se joga na direção da araucária e a abraça rindo e brincando com os amigos.
De início tive vontade de pedir silêncio. Como se estivéssemos em uma igreja. Porém imediatamente percebi que essa alegria emanava DELA. Não havia de fato desrespeito e seria obviamente injusto reprimir nas outras pessoas o que a árvore anciã estava oferecendo com amor.
Entendi e relaxei e comecei a me divertir em silêncio com a cena e agradecer pela oportunidade de aprender.
As energias estão aí, disponíveis à todos e cada um, do seu jeito e com sua capacidade, absorve o que o momento lhe permite.
Ficamos até os casais irem embora (depois de várias fotos e abraços no tronco) e ainda tivemos a visita de mais um casal.
A mesma cena se repetiu com um pouco mais de comedimento.
A grande araucária estava recebendo muito à todos em feliz comunhão.
Sem muito diálogo entendemos que era nossa hora de partir.
Dirigimos nosso agradecimento para nossa nova amiga e na trilha, na saída, em um corrimão de madeira ali presente encontramos uma frase escrita por um visitante anterior: IN FOREST WE TRUST.
Nada melhor pode ser dito depois disso.

Rodrigo Silveira

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Segunda Ecologia - Pode o homem cooperar com as Inteligências da Natureza?


Em meados dos anos 60 três pessoas corajosas deram início em Findhorn na Escócia a um dos mais fantásticos empreendimentos de cooperação entre humanos e devas co-criando um jardim famoso em todo o mundo por sua beleza e improbabilidade.
Dorothy MacLean e o casal de amigos Peter e Eileen Caddy passando por uma fase sem emprego se viram presos pelas circunstâncias em um rigoroso inverno no nordeste da Escócia na região de Findhorn.
Lá, Dorothy iniciou uma comunicação especial com um ser que foi identificado como "Deva da Paisagem".
Este ser deu orientações precisas a Dorothy de como transformar o terreno arenoso da região de forma a que eles pudessem criar ali um jardim.
Dorothy transmitiu essas informações a Peter que sem duvidar por um minuto pôs em prática as orientações e deu início a um dos mais belos jardins da Europa, o que atraiu o interesse da BBC que em 1965 dedicou um especial a essa fantástica transformação.
Findhorn atrai hoje mais do que nunca o interesse de milhares de pessoas e floresceu como uma comunidade voltada a espiritualidade e ao fomento de meios de vivermos em harmonia com o planeta.
Dorothy, após alguns anos seguiu outros caminhos, viajando pelo mundo e entrando em contato com Devas de grandes árvores em diversos países.
Esteve no Brasil em 2008 em uma promoção da Campanha "Vamos plantar um milhão de árvores" (www.ummilhaodearvores.org.br).
Por esta oportunidade eu e minha esposa, Marilda Romero, fomos os encarregados de ciceronea-la no Rio Grande do Sul.
Na ocasião, Dorothy foi acompanhada por Judy McAllister na época sua assistente e mais próxima colaboradora.
Judy é escritora canadense e palestrante internacional, focalizadora do Jogo da Transformação, foi coordenadora geral de Findhorn (ecovila escocesa), onde residiu por mais de 30 anos. É a sucessora da Dorothy Maclean (escritora do Chamado das árvores e Comunicação com Anjos e Devas) no trabalho com as árvores.
Por conta da idade avançada a viagem ao Brasil foi a última que Dorothy MacLean realizou para ensinar e Judy ficou com a tarefa de levar sua mensagem adiante.
Trouxemos Judy a Porto Alegre novamente em 2010 onde ela nos ensinou que cada casa tem seu próprio deva e que é possível contatar com essa força especial para promovermos harmonia em nosso lar.
Agora Judy, mais uma vez, retorna ao Rio Grande do Sul por meio da Campanha das Árvores e vai no dia 04 de junho ministrar o workshop CO-CRIAÇÃO COM A NATUREZA no Jardim Botânico de Porto Alegre.
Neste workshop, Judy focalizará uma síntese do trabalho pioneiro de Dorothy Maclean em Findhorn, assim como do trabalho mais recente de David Spangler.
O workshop objetiva a experiência direta com a criação e o aprofundamento de suas conexões com as inteligências da natureza e outros aspectos sutis.
A inteligência espiritual por trás das formas físicas que os nossos sentidos percebem, pode fornecer uma rica fonte de inspiração e renovação.
Essa vivência é conhecida como “Ecologia Secundária da Terra” ou “Segunda Ecologia”, porque contempla a nossa co-autoria na geração de respostas inovadoras para desafios que temos em comum, e que enfrentamos coletivamente.

Se quisermos melhorar o planeta precisamos saber nos relacionar com todas as formas de vida, das mais perceptíveis às mais sutis.
Essa cooperação é que pode nos permitir recuperar o equilíbrio da vida na Terra.

Participe! Convide seus amigos!

Inscrições abertas no site www.lugarum.com.br.

Rodrigo Silveira



quarta-feira, 28 de julho de 2010

Conhecendo os óleos essenciais - Hortelã

Seguindo nossa apresentação dos mais importantes óleos essenciais falaremos nesta postagem sobre a Hortelã.
Também conhecida como Menta, a variedade mais comum na aromaterapia é a Mentha piperita, porém outras mentas também são muito utilizadas como a Mentha arvensis e ainda a Mentha spicata.
As propriedades das Mentas, em geral, são semelhantes e ao falar de uma variedade praticamente estaremos falando de todas as demais.
O que você pode perceber é uma mudança sutil no aroma de cada uma delas, mas sempre com forte característica "mentolada" que é proporcionada pelo Menthol, o qual todas contém em grande quantidade.
A Hortelã apresenta um óleo essencial com característica picante e refrescante.
Tem cor clara e costuma-se aferir sua pureza colocando uma gota sobre uma folha de papel branco. Aguardar evaporar e, dentro de minutos, não deve haver mancha na folha.
É uma essência de nota alta e de média intensidade o que significa que esta é uma das primeiras essências a serem percebidas em um "blend". Os blends são as combinações de essências para formar uma composição aromática.
A intensidade está relacionada com a presença olfativa da essência. Esta característica determina o quanto de óleo devemos usar em um blend. Se a intensidade de uma essência for alta devemos utilizá-la em baixa concentração sob pena de mascarar os outros aromas na mistura.
Excelente óleo essencial para aliviar dores de cabeça e acalmar ânsia de vômito.
Tem efeito positivo sobre o fígado e o baço e na Medicina Chinesa é usada para eliminar invasões de vento externo.
Pode ser usada em rechôs, vaporizadores. Nos óleos de massagem deve ser utilizada com muita parcimônia, pois o efeito da hortelã pode ser excessivamente refrescante sobre a pele.
Plínio dizia que "o aroma da hortelã desperta a mente e seu sabor estimula o apetite e o estômago."
No plano energético utilizamos as mentas para "cortar o efeito" de feitiçarias e afastar espíritos de baixa vibração.
Os maiores produtores de óleo essencial de Hortelã são os E.U.A , o Canadá. e também a China.
As mentas devem ser evitadas por pessoas que fazem uso de homeopatia e deve-se evitar seu uso sobre as mucosas do corpo.
Para nossa próxima postagem estarei aceitando sugestões dos leitores para o próximo óleo. Deixe sua sugestão nos comentários.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O segredo das plantas medicinais

Vivemos em um tempo em que as antigas tradições estão sendo reavivadas cada dia mais. Cada vez mais pessoas estão olhando com uma visão renovada para o mundo natural e buscam reconhecer o sagrado que existe em todas as coisas.
Na Medicina Chinesa costuma-se dizer que existem 3 etapas para que um indíviduo recupere sua saúde. Primeiro a natureza ajuda o homem. Depois a humanidade ajuda o homem e, por último o homem volta a ser capaz de ajudar a si mesmo.
Os chineses, tão pacientes e observadores, perceberam que o primeiro passo para a recuperação da saúde é voltar a nos conectarmos com a natureza através de uma alimentação correta e também com a ajuda dos principios medicinais das plantas.
Informações sobre plantas medicinais estão hoje muito disseminadas e disponíveis a quem quiser saber mais. Também hoje podemos obter fitoterápicos de plantas do mundo todo através do comércio e, em geral, perto de nossas casas.
No ayurveda é dito que a melhor medicina é que a encontramos naturalmente perto de nossa casa. Quem já não viu uma plantinha nascer nas imediações de sua residência, no jardim ou em um terreno baldio ou mesmo em uma reentrância da calçada. Pois no ayurveda isso pode ser interpretado como uma resposta da natureza a necessidade de alguma pessoa que viva nas imediações.
Assim, cada um de nós, deveria se ocupar em conhecer melhor as plantas oriundas da região onde habitamos.
A natureza em sua sabedoria disponibiliza plantas medicinais de diferentes espécies em diferentes partes do planeta. Cada uma destas plantas esta aclimatada à região onde vive e compartilha com os seres vizinhos as mesmas condições de clima, solo, água e energia.
A melhor medicina que a natureza pode oferecer é a que faz parte da flora da região em que vivemos.
Esse é um dos muitos segredos das plantas medicinais.
Plantas que costumamos utilizar frequentemente podem ter muito mais para nos ensinar e ainda apresentarem propriedades mais variadas que as que habitualmente conhecemos.
Vamos citar o exemplo da cavalinha.
Esta é uma planta muito disseminada aqui no Rio Grande do Sul e muitas pessoas gostam de colocá-la junto com a erva mate para tomar o chimarrão por suas propriedades diuréticas. Realmente a cavalinha é uma planta extraordinária que além de ser diurética é uma remineralizadora do organismo e excelente regeneradora dos rins.
Entretanto se tomada in natura por longos períodos pode causar danos por seu alto teor de sílica e de uma substância chamada tiaminase. A cavalinha é uma das poucas plantas que pode-se considerar mais indicado utilizar em sua forma manipulada do que direto da natureza. Esse é mais um segredo das plantas medicinais.
Como este exemplo poderia ainda citar uma grande quantidade de outros segredos que a natureza guarda, mas que, com boa orientação e disposição, podemos aprender a desvendar e acessar.
Assim como a cavalinha, a maior parte das plantas medicinais, que muitas vezes ingerimos habitualmente, tem indicações e contra-indicações que precisam ser melhor conhecidas de todos para que possamos retirar o máximo de benefício sem causar transtornos à nossa saúde.
Se você gostou e quer aprender mais a respeito deste tema lhe convidamos a participar da palestra "O segredo das plantas medicinais" com Rodrigo Silveira do LugarYINComum. Consulte sobre locais e datas mais perto de você no site www.lugarum.com.br.

terça-feira, 30 de março de 2010

Musica das ex-feras 1

A musica é uma das mais sublimes expressões humanas. Ela já nos acompanha desde o útero com o som ritmico que ouvimos dentro da barriga da mãe. Quando nascemos ela estará presente de forma mais reconhecível através dos cantos, da música do rádio e dos aparelhos sonoros, do instrumento tocado por um familiar, ou então de forma menos perceptível atráves do ritmo irregular dos carros na rua, do som dos insetos, pássaros, dos miados dos gatos namorando a noite e dos cães que ladram para alguém que passa na rua.
A música nem sempre vai surgir de forma estruturada, melódica ou harmoniosa. Pra quem sabe ouvir, haverá música em todos os lugares.
Obviamente alguns sons serão mais ressonantes e outros mais dissonantes. Esta diferença é importante, pois começamos a estabelecer uma percepção estética da apreciação dos sons. De fato, quanto mais harmoniosos são os sons maior será a tendência de apreciá-los mais do que sons desagradáveis que chamamos de ruídos.
Os sons harmoniosos nos ajudam a recuperar nossas energias ao passo que os ruídos dissonantes tendo a nos trazer tensões e gera estresse.
A cidade produz muitos ruídos voluntária e involuntariamente.
A forma não-natural de vida que temos na cidade produz sua própria música. Ela é por vez dissonante e cacofônia e com isso aumenta nosso nível de estresse.
Por isso devemos tratar de sanar nosso organismo da massa sonora dissonante que somos expostos diariamente, pois sem perceber, vamos nos contraindo, tensionando e mutilando nossos sentidos diante das forças sonoras por vezes destrutivas das cidades.
O morador da cidade muitas vezes é retratado como mais individualista e autocentrado do que as pessoas que vivem no interior. Apesar deste estereótipo não ser hoje mais tão aceito observamos de fato um ritmo mais cadenciado na vida das pessoas de pequenas localidades ou mesmo da área rural.
Além das pressões sociais menores uma das razões para a maior tranquilidade da vida fora das grandes cidades é o contato mais próximo a natureza.
A natureza é uma natural produtora de sons de freqüência alfa. Estes sons nos induzem ao relaxamento mais profundo e permitem que descansemos mais e com isso aliviamos as tensões habituais da experiência de vida.
Então é essa música, muitas vezes não percebida, que é produzida pelo meio ambiente natural quem nos ajuda a reconectar com nosso interior e receber alívio.
Os sons alfa da natureza nos reconectam com este estado natural de tranquilidade. Uma tranquilidade que só as mães conseguem passar para seus filhos como aquele som único de dentro do útero da mãe.
Só que desta vez se tratam do som do útero gigante da Mãe Terra.
Quero convidar todos permitirem-se conhecer uma música maior que transcende as canções tocadas por instrumentos humanos, mas tocada pela sinfônica das cachoeiras, pelos pizzicatos da chuva e pelos sopros dos ventos.
Essa é a música das ex-feras.

Dica: Veja o filme Som do coração.
Dica 2: Compre, grave, peça emprestado um CD exclusivamente com sons da natureza. Desligue a TV uma hora mais cedo antes de dormir e coloque este som baixinho pra tocar em sua casa ou apenas em seu quarto. Prepare-se para uma boa noite de som reparador.